Quando a vida perde a cor
O céu fica cinzento
Junto com ele vem a dor
E todo aquele mau sentimento
O relógio perde o sentido
E anda no seu pára arranca, arranca, pára
Aquilo que achava curtido
Tornou-se numa jóia rara
A luz do dia
Tornou-se numa vasta escuridão da noite sem lua
Tudo aquilo de bom que sentia
Passou a uma sensação fria e crua
O calor do verão
Passou a um intenso inverno
A tranquilidade do coração
Passou a puras chamas de inferno
Tudo mudou desde o dia que apareceste na sua vida
O relógio conta as horas, mais rápido
Quando o devia fazer mais devagar
A tranquilidade que sentia foi-se
Ficou a vontade de lhe poder tocar
Aqueles momentos únicos que brilhavam
Aqueles dois corpos que aumentavam de desejo
Enquanto se tocavam
O amor trocado era incondicional
Tudo era perfeito naquele intenso pecado carnal
Gostava de tornar esta história real
Mas para isso é preciso o actor principal
Coisa que lhe foi tirada
Sem dar conta de nada
Nem houve tempo para o adeus
Ficou a lembrança
De quando os lábios dele tocavam nos seus
A frase “tinha saudades suas”
Algo bom de ouvir
O adoro-te da despedida
Algo que lhe ficou na cabeça
Ela sentiu-se mais uma alma sofrida
Com um enorme vazio
Que só ele é capaz de preencher
A sua lágrima que acabou de cair
Deixou a vontade de o ter
Agora ela só tem errado
E feito pessoas sofrer
Na sua cabeça ficou tudo trocado
E não sabe como agir, nem o que fazer…
Apenas existe uma coisa na sua mente
Algo impossível mas não indecente
Pôr a sua cabeça em ordem
É uma mera vontade permanente.

1 comentário:
Parabéns!!
Não te conhecia esta faceta.
Gostei dos teus textos.
Keep up the good work!
João Vareda
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