Escrever algo que me descreva:
Ora... um tant' ou quanto difícil de fazer.
Quem sou eu? Eu sou alguém que diz o que sente perante um teclado,
perante uma folha, uma caneta ou até mesmo um simples lápis. (Romântica? Talvez. Sonhadora? Nem por isso.)

Vivo um dia de cada vez, escrevo quando surge a vontade e escrevo sobre... (reflexão) tudo um pouco, é a resposta!
Problemas do dia-a-dia, acontecimentos, paródias, sentimentos, etc.
Como todas as escritas, algumas saem,
que até fico impressionada comigo própria,
outras saem uma “caca”, sem ponta por onde se lhes pegue.


Deixar boa impressão de leitura, não, não é o que pretendo
com este sítio onde exponho os meus sussurros,
mas aqui fica o recado, se passares por cá deixa
o teu murmurinho.

sábado, 24 de abril de 2010

Banalidade(s)


Quando a vida perde a cor
O céu fica cinzento
Junto com ele vem a dor
E todo aquele mau sentimento
O relógio perde o sentido
E anda no seu pára arranca, arranca, pára
Aquilo que achava curtido
Tornou-se numa jóia rara
A luz do dia
Tornou-se numa vasta escuridão da noite sem lua
Tudo aquilo de bom que sentia
Passou a uma sensação fria e crua
O calor do verão
Passou a um intenso inverno
A tranquilidade do coração
Passou a puras chamas de inferno

Tudo mudou desde o dia que apareceste na sua vida
O relógio conta as horas, mais rápido
Quando o devia fazer mais devagar
A tranquilidade que sentia foi-se
Ficou a vontade de lhe poder tocar
Aqueles momentos únicos que brilhavam
Aqueles dois corpos que aumentavam de desejo
Enquanto se tocavam
O amor trocado era incondicional
Tudo era perfeito naquele intenso pecado carnal

Gostava de tornar esta história real
Mas para isso é preciso o actor principal
Coisa que lhe foi tirada
Sem dar conta de nada
Nem houve tempo para o adeus
Ficou a lembrança
De quando os lábios dele tocavam nos seus

A frase “tinha saudades suas”
Algo bom de ouvir
O adoro-te da despedida
Algo que lhe ficou na cabeça
Ela sentiu-se mais uma alma sofrida
Com um enorme vazio
Que só ele é capaz de preencher
A sua lágrima que acabou de cair
Deixou a vontade de o ter

Agora ela só tem errado
E feito pessoas sofrer
Na sua cabeça ficou tudo trocado
E não sabe como agir, nem o que fazer…
Apenas existe uma coisa na sua mente
Algo impossível mas não indecente
Pôr a sua cabeça em ordem
É uma mera vontade permanente.

1 comentário:

Anónimo disse...

Parabéns!!
Não te conhecia esta faceta.
Gostei dos teus textos.

Keep up the good work!

João Vareda

A minha foto
Uma boa pergunta, de difícil resposta, mas posso dizer que sou uma formiga entre MUITAS outras, que vagueiam neste Planeta designado Terra...