Escrever algo que me descreva:
Ora... um tant' ou quanto difícil de fazer.
Quem sou eu? Eu sou alguém que diz o que sente perante um teclado,
perante uma folha, uma caneta ou até mesmo um simples lápis. (Romântica? Talvez. Sonhadora? Nem por isso.)

Vivo um dia de cada vez, escrevo quando surge a vontade e escrevo sobre... (reflexão) tudo um pouco, é a resposta!
Problemas do dia-a-dia, acontecimentos, paródias, sentimentos, etc.
Como todas as escritas, algumas saem,
que até fico impressionada comigo própria,
outras saem uma “caca”, sem ponta por onde se lhes pegue.


Deixar boa impressão de leitura, não, não é o que pretendo
com este sítio onde exponho os meus sussurros,
mas aqui fica o recado, se passares por cá deixa
o teu murmurinho.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Odeiar vs Amar

Se há um lado que te odeia, existe outro que te deseja, te ama e continua a amar, nada mudou desde então, passaram horas, dias, meses, e nada escasseia, a saudade, a vontade, o amor, parece que o tempo parou, e eu parei junto com ele, num espaço onde apenas existes na minha memória, por outro lado, eu odeio-te, odeio-te pelos simples facto de te querer tanto, da tua ausência me perturbar assim, odeio-te pelo simples facto de te amar, como nunca amei ninguém.
E perturba-me este trambolhão de sentimentos, que não me largam, e se uma parte de mim não te quer por perto, a outra deseja ter o teu cheiro, o teu toque, a tua voz, resumindo deseja-te a ti, tu marcaste bem fundo no meu peito, e o do lado esquerdo chora quando se lembra de nós, maldita saudade, malvados sentimentos, cruel dor, e mau tormento.
Deixa-me repugnar isto, aquilo e tudo a que tenho direito, quero revoltar-me perante isto e o mundo, cansei-me da dor, mas que ironia a minha, não me cansei de ti. Ainda hoje, em segredo para ninguém ver, eu coloco a nossa aliança, e recordo o dia em que a empregamos pela primeira vez, um dia nosso, um momento único, e nada mais interessava, nem horas, nem o tempo, nem o espaço, nada, nem mesmo a família, estávamos apenas focados em nós.
E quando fazíamos amor, eu fervia, querendo mais, com medo que pudesse acabar e depois tudo isso não passasse de uma recordação, e afinal, tinha razão, agora não passa disso mesmo, uma memória… uma lembrança que deixa saudade e vontade de a rever de novo. E quando te vejo, quando sorris, acalmas o meu coração e a minha alma… prevalecendo a vontade de te ter por perto…
Custa tanto aceitar que acabou, e custa mais ainda ter de lidar com este amor em segredo, eu fecho os olhos e adormeço a sonhar contigo, com o toque dos teus lábios e o gosto do teu beijo, ah se tu soubesses o quanto ainda te desejo, a falta que me fazes, tal como o calor do teu abraço, que me confortava a alma e me dava força para acordar de manha, por saber que te tinha, e tu eras o motivo dela e agora… agora vivo neste tormento de ter de lidar com a puta da realidade, essa cabra que me devora a cada dia que passa, e para o resto do mundo tudo está bem, tudo passou, tudo acabou, quando está tudo mal, e da minha tudo continua, nada acabou…
Disseste que com o tempo a dor ia embora, tal como todo o resto, mas mentiste, mentiste desalmadamente porque, ela não foi, nada se foi, tudo ficou e só o tempo é que continua… embora até isso para mim tenha na realidade parado…

Perdoa-me a sinceridade mas é o melhor a fazer neste momento, viver sem ela, te garanto que não aguento.

Sem comentários:

A minha foto
Uma boa pergunta, de difícil resposta, mas posso dizer que sou uma formiga entre MUITAS outras, que vagueiam neste Planeta designado Terra...